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Visitar Fernando de Noronha: Guia completo para Noronha

Se estão planear visitar Fernando de Noronha, é porque já ouviram falar desta bela ilha brasileira. Talvez tenham ouvido sobre das belas praias do arquipélago, como a do Sancho tantas vezes considerada a mais bela praia do mundo! Ou para mergulhar em Fernando de Noronha – uma experiência única, devido à visibilidade ímpar das águas. Seja como for, aqui fica um guia completo para visitar Fernando de Noronha.

  1. 1. Onde fica Fernando de Noronha?
  2. 2. Como chegar a Fernando de Noronha?
  3. 3. Quando visitar Fernando de Noronha?
  4. 4. Onde ficar em Fernando de Noronha?
  5. 5. Taxas de Fernando de Noronha
  6. 6. Como se deslocar em Fernando de Noronha?
  7. 7. Agendar as trilhas em Fernando de Noronha
  8. 8. O que fazer em Fernando de Noronha?
  9. 9. Poupar em Fernando Noronha
  10. 10. A minha experiência em Fernando de Noronha

1. Onde fica Fernando de Noronha?

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Baía dos Porcos vista de cima

Para começar, este arquipélago brasileira, de origem vulcânica, fica na região pernambucana do Brasil, a cerca de 500 km do Recife. Quanto ao horário em Fernando de Noronha, lembrem-se que é uma hora mais do no Brasil continental. Por isso, não se esqueçam de acertar os relógios.

Um pouco de história de Fernando de Noronha

Avistado pela primeira vez em 1500, entre os séculos XVI e XVIII, foi várias vezes invadido por ingleses, franceses e holandeses. Mais tarde, em 1700, chegou a ser um território independente. Recentemente, e depois de uma forte campanha, nos anos 80, o arquipélago passou a ser visto como um santuário, que devia ser protegido. Nesse sentido, várias medidas foram tomadas para evitar que o turismo massificado chegasse a Noronha e, uma delas, foram precisamente as altas taxas – e de que falo mais abaixo.

2. Como chegar a Fernando de Noronha?

A menos que queiram chegar de barco ou a nado, a forma mais rápida para viajar para Fernando de Noronha é mesmo de avião. Quer a Gol, quer a Azul possuem voos diários desde Recife e de Natal. Por isso, na hora da compra, comparem sempre as duas e vejam o que sai barato.
Todavia, não esperem voos baratos, mesmo reservando com antecedência.

 

3. Quando visitar Fernando de Noronha?

Quanto ao clima, Fernando de Noronha não varia muito. Logo, qualquer altura do ano é boa, já que a coisa ronda sempre os 28 graus. Contudo, não se esqueçam que agosto é inverno no Brasil, ou seja, é época baixa no Brasil. E ainda que possa chover, é daquela chuva que dura 15 minutos e logo abre sol. Eu fui em agosto e só houve um dia em que choveu. Mas nada que me fizesse mudar os planos ou ficar em casa. Além disso, fez sempre um calorão.
Assim sendo, a melhor época para visitar Fernando de Noronha varia sobretudo em função daquilo que querem fazer. Por exemplo:

  • Dezembro a julho: A temporada da desova das tartarugas, quando há maior possibilidade de as ver junto à costa.
  • Dezembro a março: A época das ondas grandes na Praia da Cacimba do Padre, ideal para surfistas.
  • Natal, Ano Novo e Canaval: São as épocas mais animadas em Fernando de Noronha

 

4. Onde ficar em Fernando de Noronha?

Quanto a hotéis em Fernando de Noronha, não se pode dizer que a escolha é vasta, nem acessível, quanto a preços. Apesar de haver algumas opções de luxo, o melhor é ajustar expectativas. Sobretudo, no que toca à hora do banho, uma vez que Noronha não é auto-sustentável e a falta de água é um problema real.
Pessoalmente, optei por ficar na Vila dos Remédios, a zona mais povoada e num hostel bem básico com casa de banho partilhado – o Vila Hostel. O dono era uma simpatia, tudo muito limpinho e a localização super conveniente, com o supermercado ao lado, assim como restaurantes e cafés.

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5. As taxas de Fernando de Noronha

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Por norma, falar em visitar Fernando de Noronha, é também falar no caro que é. Mas antes de irmos ao quanto custa, é importante perceber o que se está a pagar e o porquê de ser tão caro.
Por ser um projecto de ecoturismo, preservar o espaço foi prioritário. Assim sendo, uma das formas encontradas para preservar as belezas naturais da ilha, foi torná-la num sítio exclusivo. Logo, aqui paga-se tudo.

Taxa de permanência

Assim que chegam ao aeroporto têm de pagar uma taxa de estadia, que varia em função do número de noites que passam na ilha. No meu caso, foram menos de 50€ para 3 noites. Quanto mais tempo passam, mais pagam – obviamente.
Quanto à taxa, esta pode ser paga online ou no aeroporto. Embora, a fila de quem paga online ande mais rápido, em 15 minutos, a coisa está feita – e, sim, podem pagar com cartão.

Taxa do parque

Depois disso, há uma segunda taxa que diz respeito ao Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha. Protegido pela UNESCO, este parque representa cerca de 70% da ilha. Aqui encontram-se algumas das mais bonitas praias de Fernando de Noronha, assim como as trilhas e muitas ilhas. Logo, se querem visitá-las, precisam de comprar o cartão que dá acesso ao parque.
Este passe é mais caro para estrangeiros do que para brasileiros e custa cerca de 50€ (dependendo do valor do real). Quanto á validade, depois da compra podem usá-lo até 10 dias.
Antes de chegarem em muitas praias e trilhos, terão de apresentar o cartão, se querem seguir caminho. Caso não o tenham, temos pena, não passam.

Relativamente à compra, esta pode ser feita online ou em Noronha, nos seguintes locais:

  1. Centro de Visitantes do ICMBio Anexo à o projeto Tamar– Al. do Boldro, s/n, Boldró. Diariamente das 8h00 às 22h00;
  2. Pic Leao. Diariamente das 8h00 às 18h30.
  3. No posto que dá acesso ao Mirante dos Golfinhos e à Praia do Sancho. Diariamente das 8h00 às 18h30.
  4. Na Praia do Sueste. Diariamente das 9h00 às 16h00.

 

6. Como se deslocar em Fernando de Noronha?

Apesar de Fernando de Noronha não ser muito grande, podem contar com muitos altos e baixos. Afinal, é uma ilha de formação vulcânica. Assim sendo, sapatinhos confortáveis são uma boa ideia.
Na ilha, há apenas uma estrada, que liga a Praia do Sueste ao Porto – a cada meia hora sai um autocarro e o bilhete custa 5 reais. Durante a viagem, o autocarro vai parando nos principais pontos da ilha. Pessoalmente, acho que o autocarro basta e cumpre bem a função
Todavia, há muita gente a alugar buggy e motos. Gente, essa, que ninguém suporta, pela barulheira que fazem. Alternativamente, podem sempre pedir boleia, outra opção popular para se deslocar em Noronha.

 

7. Agendar as trilhas em Fernando de Noronha

Embora não se paguem, existem 5 trilhas em Noronha que tem de reservar antecipadamente. Isto, acontece porque há um limite de pessoas que as pode visitar, para evitar o desgaste da zona. Isso, e os horários das marés. Além de que, algumas destas trilhas, as mais longas, só podem ser feitas com guia. As trilhas são:

• Trilha do Morro São José (16 vagas por dia)
• Trilha dos Abreus (24 vagas)
• Trilha Pontinha-Caieira (40 vagas)
• Trilha da Atalaia (6 grupos de 16 pessoas. Logo 96 pessoas por dia)
• Trilha do Capim-Açu (40 vagas)

Para reservar as trilhas de Noronha, têm de o fazer no Centro de Visitantes ICMBio, onde se encontra o Projeto Tamar. Logo à entrada, verão uns monitores, que indicam os horários e disponibilidade. Uma vez que só pode agendar no local, correm o risco de chegar e já estar tudo reservado. Aconteceu-me isso com a trilha da Atalaia, para a qual, infelizmente, nunca consegui vaga.

8. O que fazer em Noronha?

Além das trilhas acima referidas, há ainda um sem fim de atividades para fazer no arqupélago, aleém de surfar ou de aproveitar as belas praias de Fernando de Noronha. Nesse sentido, muitas agências na ilha que oferecem outras atividades – pagas, obviamente – como passeios de barco, sessões de mergulho, observação de golfinhos e muito mais.

O que fazer em Fernando de Noronha

 

9. Poupar em Fernando Noronha

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Não há viagens baratas em Fernando Noronha. Contudo, se quer poupar algum dinheiro, leve comida – pão de forma, queijo, fruta, etc. Nem que seja ao pequeno-almoço, sempre poupa algo. Ainda mais, porque o supermercado é caríssimo! Para terem uma ideia, paguei cerca de 1.50€ por três tangerinas! Isso, ou podem optar por um alojamento em Noronha com pequeno-almoço incluído.

Também não precisa de alugar buggy ou mota. Como disse anteriormente, acho que o autocarro é barato e funciona muito bem. Outra dica para poupar em Noronha, é levar consigo a máscara para mergulhar. Deste modo, não tem de alugar diariamente.
Também recomendo comparar os preços das tours, assim como o que incluem. Como disse antes, eu fiz a Ilha Tour e fi-la com a Noronha Tours. Embora fosse  um pouco mais cara, tinha o mergulho com guia incluída. Ou seja, acabou por compensar. Em contrapartida, aluguei com eles o material para mergulhar na Baía do Sueste, pois lá, há uma zona, onde é preciso usar colete para evitar que se toque nos corais. Ora, quando cheguei ao local, havia material para alugar e bem mais barato!

10. A minha viagem a Fernando de Noronha

Pessoalmente, adorei. Noronha não é uma viagem barata. Logo, puder dizer isto é quase um alívio!  Relativamente às praias são lindas! Mas acho que já estive em praias tão ou mais bonitas. Assim de repente, recordo com carinho a Railway Beach na Tailândia ou a ilha de Tokashiki, no Japão. Quanto à “coisa” do ecoturismo e de “Noronha sustentável”, sinceramente, pareceu-me um pouco perdida. Sobretudo, pela Vila dos Remédios, que está longe de ser um exemplo  de bem cuidado.

Coisas boas:

Ora, agora que já falei mal, venha o bom, certo? Apesar de tudo isto, as praias de Noronha são, de facto, fantásticas, dignas do paraíso. Outro ponto a favor é que são muito limpas – inclusive a água que possui uma visibilidade incrível. E, graças a isso e ao excelente trabalho de preservação que tem sido feito, não é preciso ir a metros de profundidade para ver peixes.
Na Baía do Sueste, vi (em dois momentos diferentes) tubarões. Da segunda vez, estava a nadar a menos de dois metros de mim. Já no Porto, consegui ver um polvo e tartarugas, assim como tubarões e raias. Aliás, logo no meu primeiro mergulho, na praia do Sancho, quando olhei para baixo estava uma raia coberta de lindos peixinhos a planar. Isso, entre muitos cardumes de sardinhas e de outros peixes. Ora, eu não sou especialista, mas em nenhum outro lugar em vi tanta vida marítima e tão “à mão”.
Além disso, na costa, não se veem casas, nem bares ou hotéis. Também não há musica aos berros, nem gente sem fim. Ou seja, podem contar com espaço para estenderem a toalha e estarem verdadeiramente em paz. Assim sendo, que mais se pode pedir?

Em suma: pode até ser que Fernando Noronha já tenha vivido melhores dias. Mas nem que seja pela diversidade, trabalho de conservação e pela paz, vale cada real!