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Pegada ecológica de Portugal

Pegada ecológica de Portugal – um tema sexy

Sobre a pegada ecológica de Portugal, li recentemente, um artigo no jornal Público referia que a alimentação é o que mais pesa na pegada ecológica de Portugal.

A pegada ecológica ou footprint diz respeito à quantidade de terra e água (em hectares), que seriam precisos para sustentar as gerações atuais. Isto, considerando os recursos materiais e energéticos gastos por uma dada população. No fundo, a pegada ecológica é um medidor da sustentabilidade de um país, mas também de uma comunidade, localidade, etc.

Obviamente que dentro deste conceito, a emissão de dióxido de carbono é o que mais pesa na pegada ecológica mundial. Sobretudo graças aos países mais desenvolvidos, reis na emissão de combustíveis fosseis! 

Pegada ecológica de Portugal

Como dizia, referia o Público um estudo feito pela associação ambientalista Zero, pela Global Footprint Network e pela Universidade de Aveiro, cujo foco em Portugal foram as cidades de Almada, Bragança, Castelo Branco, Guimarães, Lagoa e Vila Nova de Gaia.

Obviamente que o estudo é incompleto, mas parece-me bastante interessante, sobretudo porque fala da forma como a alimentação tem um profundo impacto na pegada ecológica, apontando diversos factores. Por exemplo:

  • O consumo excessivo de peixe e carne em Portugal
  • Sobretudo devido à produção de carne vermelha (a mais comida no país) e de peixes como bacalhau, atum e salmão – os peixes mais consumidos em Portugal e que exigem maior uso de diversos recursos naturais.
  • Desperdício na restauração
  • Consumo deficiente de produtos locais
  • O facto de quer os grandes centros urbanos, quer as pequenas cidades, evidenciarem valores semelhantes de consumo excessivo. “Os nossos padrões de consumo são de tal forma similares nas zonas urbanas que o impacto que a interioridade poderia ter é diluído”, diz no artigo Sara Moreno Pires, investigadora do projecto.
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Como melhorar a pegada ecológica de Portugal

Medidas para melhorar a pegada ecológica de Portugal:

Portugal e o resto do mundo têm urgentemente de repensar a forma como comem e mudar os hábitos de consumo.  Assim de repente:

  • Melhorar os transportes públicos
  • Incentivos para quem não usa carro (sobretudo aqueles asmáticos e mais poluentes)
  • Impedir as grandes cadeias de supermercado de deitar comida fora, porque é feia, está tocada ou leis parvinhas da ASAE. Afinal, podem sempre doar ou vender mais barato
  • Estimular a produção nacional. Da mesma forma que não se consome, não se produz em Portugal. Dos próprios produtores e agricultores nacionais (ainda os há?) pouco ou nada se sabe – onde andas tu, Ministério da Agricultura?
  • Estimular a compra de produção nacional.
  • Usar mais produtos locais nas cantinas e outros espaços públicos

Enfim, quem manda, saberá melhor do que eu! Contudo, este é um tema urgente e é um facto, podemos e devemos começar em casa.

Vamos repensar aquilo que põe no prato. Em tempos, Portugal foi dos países que menos peixe ou carne consumia – quem nunca ouviu o “era uma sardinha para 5 pessoas e quem ficava com a cabeça era o rei!”? Hoje em dia, basta fazermos uma pequena reflexão para pensar que claramente comemos demasiado. Não faz falta, nem o nosso corpo necessita de comer carne e peixe diariamente e muito menos, duas vezes por dia.

Vamos  comer mais Localmente. Em Portugal, os mercados estão vazios, em compensação os corredores dos supermercados estão cheios e há um em cada bairro. Países como a Itália ou a França, nunca deixaram de consumir (e com muito orgulho) os seus produtos locais. Em Portugal, quer pelos preços, quer pelo “o de fora é que é bom”, pouco se consome produtos locais

Outra medida urgente é deixar de deitar comida fora. Não só por questões morais, já que vivemos num mundo onde há de facto muita gente a passar fome – e nem é preciso ir a África; mas também para evitar desperdícios. Coma os restos, cozinhe-os de forma criativa. Leve a comida que sobra do restaurante – a menos que saiba que dão uso aos alimentos, nem que seja através de doações. Mais ideias?

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