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Ser nómada digital no Japão

Ser nómada digital no Japão foi ponto assente, quando a decisão de ser nómada digital foi tomada. Já tinha estado antes no Japão (país mai-lindo) e talvez tenho vindo também daí, a vontade de voltar, mas em modo mais slow e brincar ao “eu vivo aqui”.
Para ser nómada digital no Japão, escolhi Itoman, na ilha de Okinawa e Kyoto.

 

Ser nómada digital em Okinawa

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A primeira opção foi porque parti para o Japão no dia 1 de agosto, ou seja, calor, calor, calor! Amigos, nunca se esqueçam de que o Japão é uma ilha tropical, ok? Nesse sentido e para evitar morrer assada, pesquisei onde iam os japoneses passar férias no Japão. E foi assim que descobri Okinawa e fui lá parar.
Aliás, foi sem saber nada de nada sobre esta ilha, que aqui cheguei. No início, o choque! Okinawa não era nada o Japão que eu conhecia. E apesar das praias azuis turquesas, que calor era aquele?! Isso e, verdade seja dita, Itoman era uma pasmanceira.

Sinceramente, foi um mês no meio do nada, mas que recordo com muita saudade. Sempre que revejo as fotografias dou para mim a babar com aquelas águas turquesas. Aqui pude sentir as lágrimas nos olhos, ao comer um sushi toro. Isso e o melhor ramen de sempre, o do Danbo. Aliás, os dias em Okinawa consistiam: manhã na praia, passagem pelo Mercado de Peixe para petiscar qualquer coisa, trabalhar e jantar. Ou seja, estava longe de ser uma má vida. Ah, se veem para estes lados, aproveitem para visitar as ilhas Kerama, que são lindas, lindas, lindas!

A história de Okinawa

Até aos finais do século XIX, Okinawa era independente. Nesse tempo, Okinawa e as restantes ilhas tinham por nome de Ilhas Ryūkyū. Obviamente que os japoneses vieram sem pedir licença e lixaram tudo. Tipo o que fizeram com a Coreia do Sul – escravidão, assimilação forçada da língua, religião e costumes, prostituição… um forrobodó! Depois veio a primeira guerra, mais tarde a segunda e as coisas só pioraram para os locais. Aliás, na II Guerra Mundial, morreram mais civis do que militares. Ninguém se podia render e muitas famílias eram obrigadas a suicidar-se, pela honra de um império que os tratava como cidadão de quinta!
Ora, o Japão perdeu a guerra (ooooooh) e Okinawa ficou para os americanos, enquanto as restantes ilhas foram para os russos – que continuam a explorar aquilo até ao tutano! Em 1979, os americanos devolveram Okinawa ao Japão. Em troca: 62% das bases militares dos EUA no Japão continuam aqui.
Isto explica muito o porquê de Okinawa ser tão diferente. Os transportes públicos são um desastre e não há edifícios bonitos, nem muito para ver. Incrivelmente, a coisa mais similar ao Japão que têm é que ninguém fala inglês! Logo, esqueçam também os coworkings, eventos ou conhecer gente!

 

Ser nómada digital em Kyoto

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Já Kyoto, é só a cidade japonesa mais fofinha – até mesmo quando veio o tufão! Sim, eu estive lá durante o tufão de 2018. Apesar de ter abalado sobretudo Osaka, a coisa também se sentiu forte em Kyoto. Nesse dia, não saímos do hotel. O mais incrível, foi quando saímos e, no dia seguinte, já estava tudo limpo e arranjado. Sem ser umas folhas aqui e uns ramos acolá, estava tudo impecável – japoneses.

Ser nómada digital em Kyoto é um privilégio. A verdade é que atravessar o bairro de Gion para ir trabalhar, enchia-me o coração de alegria! Isso e as horas das refeições – podem ver aqui os melhores restaurantes em Kyoto ou, pelo menos, os os meus favoritos.
Outra vantagem de Kyoto para um nómada digital, é puder visitar várias cidades japonesas, como Nara, Osaka, Kobe ou Uji. Além disso,há muitos locais para visitar em Kyoto, desde shrines, à floresta de bamboos!
Quanto a coworkings em Kyoto, além de serem caros, há pouco oferta. Assim sendo, as minhas palminhas para o FabCafe Kyoto / MTRL KYOTO, onde a Internet era incrível o staff suuuuper simpático. Aqui basta que consumam algo de hora a hora, que podem ficar – muito matcha latte, bebi eu. Além disso, tem tomadas e no andar de cima, uma sala para trabalhar com tatami.

 

Ser nómada digital em Osaka

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Na verdade, passei muito pouco tempo em Osaka, pois já antes a tinha visitado. Conhecida como a cidade dos foodies no Japão, Osaka tem um sem fim de restaurantes e um mercado de comida francamente incrível, assim como a zona da torre, onde estão os restaurantes japoneses com as fachadas mais cool de sempre!. Isso e o castelo! Também é uma cidade com lojas, muitas lojas.
Como disse antes, passei aqui pouco tempo, pois o que me fez vir a Osaka foi que esta cidade japonesa foi o meu ponto de partida para fazer o Caminho de Kumano Kodo, o mais famoso caminho de peregrinação no Japão. Assim sendo, tenho pouco para contar sobre como é ser nómada digital nesta cidade!

 

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Nomadismo digital no Japão: Pontos positivos

Sinceramente, acho impossível não gostar do Japão. O país é quase uma realidade à parte e tem algo de fascinante: seja pelas paisagens, pela organização ou pela forma de estar dos japoneses na vida. Puder “viver” isso, é especial. Isso e a comida. Aliás, explorar restaurantes em Kyoto tornou-se na minha atividade favorita depois de trabalhar! Além disso, come-se muuuuito bem. E, vão por mim, não é tão caro assim – dicas para comer barato no Japão.
Outro ponto positivo é o karaoke! As saudades que eu tenho do karaoke japonês!

 

Nomadismo digital no Japão: Pontos negativos

Sem dúvida que de todos os destinos para ser nómada digital que eu frequentei, o Japão estará entre os mais caros. Não falo da comida, pois como mencionei anteriormente, é possível comer (muito) bem e barato no Japão. Mas o alojamento é francamente caro, assim como os transportes públicos. Nesse sentido, preferi pagar mais de alojamento para ficar pelo centro e caminhar, mas são opções.
Apesar de estar cada vez mais aberto – e com a chegada dos Jogos Olímpicos de 2020 sente-muito isso, o Japão continua a ser um país fechado. Por exemplo, quase ninguém fala inglês e, em podendo, os japoneses evitam contacto. Se os abordam, são sempre educados, mas em podendo, evitam. Contudo, até isso faz parte do charme do Japão!