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Viajantes Barrigudos: Rui Barbosa Batista, Born Freee

Born Freee (sim, com três ‘eee’) é o site de viagens do português Rui Barbosa Batista. Com mais de cem países visitados (número que atingiu em 2016), Rui vê-se como uma mistura de jornalista, líder e cronista de viagens. Ele é o Viajante Barrigudo deste mês.

“Cobri noticiosamente os Jogos Olímpicos na China, o Mundial de futebol na África do Sul e na Rússia ou os Jogos Europeus no Azerbaijão, mas o que me apaixona verdadeiramente são as pessoas e tudo o que (ainda) não conheço. Aventuras em inóspitos desertos, desafiantes glaciares, imponentes vulcões ou sublimes fiordes juntam-se ao doce prazer de cidades charmosas, países remotos e culturas exóticas. De tudo um pouco é feita a minha experiencia no globo. “

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Rui do site de viagens

1. Sem ser a parte da sobrevivência, qual a importância da comida quando viajas?
O ato de comer é dos maiores prazeres que cultivo na vida. Para mim, todas as refeições são uma oportunidade para ‘magia’. Quando viajo, a experiência com as pessoas vem sempre em primeiro lugar, enquanto a comida vem logo a seguir, rivalizando com sublimes paisagens. Se lhe puder juntar um bom vinho tinto… perfeito!

2. Já alguma vez escolheste um destino em função da gastronomia local?
Não, confesso que ‘ainda’ não. Mas, pelos motivos expostos, não está fora de hipótese 😊 O ‘problema’ é que há ainda muitos destinos desafiantes para explorar. Os ‘fora da caixa’ continuam a ser os meus prediletos e se tiverem boa gastronomia, melhor ainda!

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3. Gastronomia/país que mais te surpreendeu no que toca à comida?
Dos mais de 100 países visitados, é natural que muitos tenham surpreendido. Nenhum como a China. Viajei uma vez quase duas semanas com amiga local, que me apresentou mais de 150 pratos em diversas províncias. Neste caso, as refeições foram mesmo a melhor parte da viagem! O melhor é que comi… excessivamente (eufemismo) e ainda consegui perder peso. Ressalvo que os restaurantes chineses em Portugal adaptam muito a comida ao nosso paladar, muito distante do que acontece lá.

4. Melhor comida de rua 
Não há uma que se tenha destacado de tal forma das outras que a tenha bem vincada na memória. Certamente foi na Ásia, entre China, Tailândia, Vietname… países com grande tradição de comida de rua.

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5. A melhor refeição em viagem 
Tive umas quantas… difícil destacar uma. Recordo, por exemplo, uma nos arredores de Moscovo. Um bom amigo foi convidado para jantar por um parceiro económico local. Num restaurante rústico, no meio da floresta, passei horas a saborear o melhor da gastronomia russa. Tive na mesa vários petiscos que nem em revistas tinha visto. Recordo que a gentileza custou quase 500 euros por pessoa e que o anfitrião, de tanto beber, perdeu os sentidos e teve de ser levado para casa por dois seguranças, que o acompanham permanentemente.

6. A pior refeição em viagem
Certa vez, no Sudão, num lugar remoto, onde as opções não era muitas. Na verdade, era única: comi pão duro, que ‘enriquecia’ alternadamente entre molhos picante e gorduroso. A acompanhar algo que julgo serem feijões… de duvidosa qualidade. Bendito chazinho…

7. A refeição mais cara 
Curiosamente, os 500 euros na Rússia não bateram o recorde. Em determinado restaurante no norte de Portugal, o marisco e peixe da melhor qualidade foram acompanhados da excelência em termos de bebidas. Começámos por champanhe (nem sou especial apreciador), continuámos pela reserva do melhor vinho internacional de há uns anos, e terminámos com Tokaji – isto do que me lembro (lol). Tudo produtos de primeiríssima qualidade. As pessoas que me convidaram são especialistas em vinho e viajam regularmente apenas para conhecerem restaurantes. O seu quotidiano é de outra galáxia. Sabem que o meu bolso não comporta estas obscenidades para a carteira. Foi uma simpática forma de me agradecerem a amizade.

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8. A comida mais estranha até hoje e onde
Em diversas regiões da China, cheguei a estar dias sem encontrar um único interlocutor a falar inglês ou língua comum. Por isso, experimentei (voluntária e involuntariamente) diversos sabores e texturas que desconhecia. Uns, gostei. Outros, abominei.

9. Que comida mais sentes falta em viagem?
Normalmente, legumes. Sou o chamado ‘bom dente’ e fácil de contentar. Posso prescindir de tudo, menos de legumes. São essenciais para o meu bem-estar.

10. Se tivesses de escolher um tipo de comida, para comer para sempre, seria:
A portuguesa, sem dúvida. Mas como essa resposta certamente não vale… a turca ou a chinesa. Pode ser turca no inverno e chinesa no verão?

 

*Todas as imagens são de Rui Barbosa Batista, do site de viagens Born Freee