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Alma de Viajante

Viajantes Barrigudos: Filipe Morato Gomes, Alma de Viajante

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Em Queenstown, numa viagem com a família

Alma de Viajante é um dos mais conhecidos sites de viagens portugueses e o seu autor, Filipe Morato Gomes é aquilo a que podemos de chamar de viajante profissional. Aos 47 anos, conta com duas voltas ao mundo e quase cem países visitados! Como tudo começou? Depois de ser despedido!

“Defendo que as pessoas são o mais importante das viagens. São as pessoas com quem me cruzo na estrada que mais me marcam – não as paisagens ou monumentos.”

Viajantes Barrigudos: em 10 Perguntas

  1. Sem ser a parte da sobrevivência, qual a importância da comida quando viajas?
    Já escrevi um post intitulado “A gastronomia em viagem”, onde dizia que “a gastronomia é uma parte importante da experiência de qualquer viagem”. E continuava: “Não me refiro a refeições gourmet em restaurantes Michelin, mas à gastronomia local, simples e saborosa que não raras vezes se encontra no mais simples dos estabelecimentos ou mesmo na rua.
    Nada substitui provar in loco um bun cha vietnamita, o tradicional lovo das ilhas Fiji, uma salada grega no mediterrâneo, um tom yum num tasco da Tailândia, os tacos mexicanos, um koshary no Egito, um gallo pinto na Nicarágua, um dal na Índia, um sashimi fresquíssimo no Japão ou um simplório nasi goreng na Indonésia, um vatapá no Brasil, um dulce de leche na Argentina, um prato de cuscuz em Marrocos, de haggis na Escócia ou de kashk-e-bademjan no Irão”. É isso!
  2. Já alguma vez escolheste um destino em função da gastronomia local?
    Fui ao Japão muito pela gastronomia, mas não só, evidentemente. Mas lembro-me que visitei San Sebastian, no País Basco, após ter lido muito a respeito da cena gastronómica local.
  3. Gastronomia/país que mais te surpreendeu no que toca à comida?
    É difícil comparar, mas tenho para mim que a comida vietnamita é a melhor do mundo.
  4. Melhor comida de rua?
    Lá está, toda a comida de rua vietnamita.

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    Durante uma viagem ao Japão
  5. A melhor refeição em viagem (e porquê
    Muito provavelmente, as refeições que fiz em izakawas de topo na cidade de Kanazawa, no Japão. Foram surpresas atrás de surpresas, saboreadas prolongadamente de prato em prato.
  6. A pior refeição em viagem (e porquê)
    Todas as da Mongólia, um dos países que conheço onde a gastronomia é mais pobre e monótona. 🙂
  7. A refeição mais cara?
    Habitualmente não frequento restaurantes de luxo, mas julgo que foi no Japão que gastei mais dinheiro em comida, nomeadamente nas experiências que referi em Kanazawa. Por opção, note-se, uma vez que é possível comer relativamente barato no Japão.
    Em Portugal, lembro-me de uma vez em que experimentei o restaurante O Asiático do chef Kiko Martins, com um grupo de amigos. Experimentámos tanta coisa, que deixámos lá largas dezenas de euros por pessoa.
  8. A comida mais estranha?
    Já provei algumas iguarias estranhas para o meu palato. Entre as quais: ovos podres em Macau, carne de morcego no Laos e túbaros no Irão. Falta-me experimentar larvas e escorpiões na China.
  9. Que comida/alimento sentes mais falta em viagem?
    Sem qualquer dúvida: sopa e bom peixe.
  10. Se tivesses de escolher um tipo de comida, para comer para sempre, seria…?
    Se pudesse escolher dois tipos de comida era mais fácil: massas, de qualquer tipo (podia comer massas todos os dias!) e bom sushi. Assim ia intercalando e era um homem feliz. 🙂

*Créditos de fotos: Filipe Morato Gomes

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