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As 10 melhores comidas de 2018

Antes de irmos às melhores comidas de 2018, deixem-me dizer que 2018 foi um ano do caraças, assim para cima de incrível. Nunca pensei ser esta viajante barriguda privilegiada, nem chegar aos 30, fora de um trabalho das 9h00 às 18h00, do outro lado do mundo. Tem sido e está a ser muito bom mesmo. Posto isto, aqui vão as 10 melhores comidas de 2018:

1. Celebrar no restaurante Tim Raue em Berlim

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Prato do restaurante Tim Raue

O Tim Raue em Berlim foi o restaurante escolhido para celebrar com o homem o inicio desta vidinha de laurear a pevide. Obviamente que por ter uma estrela Michelin havia alguma expectativa, contudo o Tim é alemão e isso, desculpem-me os alemães, deixa sempre uma pessoa apreensiva.

Resumindo, foi sim muito bom e recomenda-se – façam como nós e vão ao almoço, pois é bem mais barato. Mais do que o Pato à Pequim desconstruído, ficou-me na memória a entrada e aquele peixinho branco de sobremesa. Isso e a certeza estão ali os empregados mais simpáticos de Berlim

Comer no restaurante Tim Raue em Berlim

2. Voltar a comer em Madrid

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Brunch em Madrid I IG @carmencita.bar

Escolher uma comida em Madrid seria impossível. Esta é a cidade de muitos dos meus afectos e não há comida tão boa, como a que se come com os amigos. Foi bom voltar aos meus restaurantes de Madrid favoritos, como o brunch da Carmecita ou o sushi do Mercado de Antón Martin. mas ainda melhor ter um restaurante peruano ao virar da esquina, já para não falar de ir ao senegalês de Lavapiés e comer com as mãos, em mesas que nem toalhas têm. São estas coisas que me fazem feliz. Isto, e comidas em casa com os meus três maridos.

3. A primeira refeição em Itália

Dois meses a “viver” em Itália deram para comer muito e bem, quer na rua (como a massa de trufas em em Cinque Terre, ou a massa com mexilhões em Veneza); quer em casa, (como a tagliata Bergamo ou o risotto de açafrão de Bassano). Contudo, se tivesse de escolher uma refeição em Itália; escolheria a primeira. Mesa cheia e boa e feliz.

4. A comida da mãe

A minha mãe é a melhor do mundo e cozinha muito bem. Contudo, ela não adoooora cozinhar, longe disso. Ela faz parte daquele grupo de pessoas que cozinha porque tem de ser, mas sobretudo porque gosta de fazer algo pelos outros.

Há anos que não comia tanta comida da minha mãe como este ano – arroz de marisco, cozido à portuguesa, linguado… Com direito a levar caixas de comida comigo e tudo! Isto e ter que levar com um “onde estão as minhas caixas?”, que me irão perseguir para o resto da vida!

5. A descoberta da Manteigaria

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Tem de provar os pasteis de nata da Manteigaria

Os pastéis de nata da Manteigaria em Lisboa foram para mim uma das grandes descobertas de 2019 – a par do café com ovo do Vietname. Uma amiga (obrigadinha, Maria) levou-me lá e foi como ver Fátima dos pastéis.

6. O melhor ramen do mundo

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Como portuguesa que sou, sou também uma boa sopeira – em duplo sentido, se quiserem. Logo, em quase três meses no Japão, o mote “venha a mim o ramen” era vivido convictamente.

Como num local desconhecido encontrar um bom restaurante? Entrar onde há gente local à porta. Foi assim que descobri o Ramen Danbo, que sim é uma cadeia, mas é também para mim o melhor ramen que eu comi na vida – e muitos japoneses parecem concordar comigo! Assim que, tomem, embrulhem. É bom. Muito bom!

7. Um bife Kobe em Kobe

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Troço de bife de vaca Kobe

Na hora de comer no Japão, tudo é delicioso e maravilho. Desde a refeição mais simples (que saudades que eu tenho da minha sandes de ovo do 7 Eleven), à comida mais requintada. Embora seja sempre bom, é obvio que quando vamos comer num sítio mais caro, vai ser ainda melhor. Só não sabemos o quão bom é esse melhor. E não pensem que estou a ser presunçosa, assumindo que o caro e o bom andam de mãos dadas. Longe disso! No Japão, sim, isso é uma realidade, porque significa cozinhar com ingredientes de alta qualidade!

E um bife Kobe é isso: é comer o que sempre comemos (bife de vaca), mas em melhor – muito melhor. A textura é outra, o gosto, a alegria… Tudo, porque o tratamento dado às vacas Kobe é também outro. São bem alimentadas, pastam e dão-lhes beijinhos antes de dormir. Foi muito bom!

Comer carne Kobe em Kobe, no Japão

8. Qualquer comida de rua no Vietname

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Pelos mercados de Hanoi

Na rubrica Viajantes Barrigudos, tenho perguntado a vários bloggers de viagem e de cozinha/comida, qual o seu local favorito no que toca à street food.

Para mim, seria , senhoras e senhores: Hanoi, com muitos aplausos e vénias para a comida vietnamita. Primeiro, porque é BEM variada,  uma pessoa não se aborrece e depois, porque é cheia de sabor. Alimenta dos mais ricos aos mais pobres, que se sentam todos no mesmo banco de plástico, no passeio, com a cozinha na rua e onde a mesma comida é feita há anos.

Houve muitos locais que me ficaram no coração e seria bem difícil escolher apenas um – seja um local para comer em Hanoi ou um prato. Venha daí um Bun Cha!

Onde comer em Hanoi

9. Comer pizza em Hanoi

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Pizza boa, muito boa, em Hanoi

Não é a carne que é fraca, senhores: é o queijo que me faz falta. O Pizza 4P’s Ly Quoc Su em Hanoi é um dos restaurantes da cidade e não apenas porque faz pizza, mas porque faz pizza muito boa. Contudo, o que me levou lá duas vezes é porque fazem o próprio queijo – inclusive a burrata. E senhores, era INCRÍVEL! Fui lá cheia de culpa, mas saí de lá feliz. Eles tinham uma entrada com burrata, e trufas, com massa folhada, que emocionava de boa que era.

10. Natal no Gaggan em Bangkok

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Sobremesa do Gaggan | Foto de IG @gaggan_anand

Comer no melhor restaurante da Ásia e um dos melhores do mundo é, sem dúvida, uma experiência que não se esqueça – e sabe ainda melhor, quando é feito em pleno dia de Natal.

Comer no Gaggan em Bangkok